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1.13 - Pressão
Expiratória Positiva (PEP)
O aparelho de PEP consiste em uma máscara facial e uma válvula com uma saída
para que a resistência expiratória possa ser conectada. Um manômetro é
inserido no sistema para monitorar a pressão.
A máscara de pressão expiratória positiva foi desenvolvida por Falk e
colaboradores, os quais atribuíram um aumento na eliminação de muco ao
efeito da PEP nas vias aéreas periféricas e nos canais colaterais.
A terapia com pressão expiratória positiva consiste em realizar uma
expiração contra uma resistência ao fluxo compreendida entre 10 e 20 cmH2O.
A PEP remove as secreções nas vias aéreas maiores através da chegada de ar a
segmentos pouco ou não ventilados pela ventilação colateral e por prevenir o
colapso das vias aéreas durante a expiração. Portanto, um aumento no volume
pulmonar faz com que o ar localizado atrás das secreções, que obstruem as
pequenas vias, ajude a removê-las.
Para a realização da técnica, o paciente deve estar sentado, inclinado para
frente, com os cotovelos apoiados sobre uma superfície estável e segurando a
máscara firmemente sobre a boca e o nariz. Um bucal pode ser usado no lugar
da máscara, caso haja maior preferência ou melhor adaptação do paciente.
Primeiramente, o indivíduo inspira em volume corrente e expira ativa e
levemente em torno de 6 a 10 respirações, sendo importante que o volume
pulmonar se mantenha, evitando expirações completas. A máscara do PEP é
removida, e uma TEF de médio volume é realizada no intuito de eliminar as
secreções mobilizadas.
A duração e a freqüência do tratamento dependem da reação de cada paciente à
técnica, mas equivale, de maneira geral, a 15 minutos por sessão, 2 vezes ao
dia, em pacientes com doença pulmonar estável, mas com traços de
hipersecreção.
A PEP está indicada quando o tratamento objetiva reduzir o aprisionamento de
ar (asma e DPOC), mobilizar secreções (fibrose cística), prevenir ou
reverter atelectasias ou ainda otimizar a eficácia da administração de
broncodilatadores em usuários da aerossolterapia medicamentosa.
Não existem relatos de contra-indicações absolutas, mas alguns cuidados
devem ser tomados com pacientes incapazes de tolerar o aumento do trabalho
respiratório, com pressão intracraniana acima de 20 mmHg, instabilidade
hemodinâmica, hemoptise ativa, pneumotórax, náuseas, cirurgia ou trauma
craniano ou facial recente e cirurgias esofágicas.
Existem alguns riscos e complicações, por isso uma criteriosa avaliação deve
ser realizada para que os ganhos e perdas possam ser previamente mensurados.
Entre eles: barotrauma pulmonar, aumento da pressão craniana,
comprometimentos cardiovasculares (diminuição do retorno venoso e isquemia
miocárdica), vômitos e aspirações, além do aumento do trabalho respiratório,
podendo acarretar hipoventilação e hipercapnia.
Uma resistência expiratória ideal é aquela que faz com que o paciente expire
um volume de ar maior que o da sua habitual capacidade vital forçada. É
essencial que um aparelho de função pulmonar seja utilizado para avaliar e
reavaliar a resistência expiratória adequada para cada indivíduo, uma vez
que o uso de uma resistência incorreta pode acarretar danos na função
pulmonar deste usuário.
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