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1.1 - Drenagem Postural
A drenagem postural utiliza-se da ação da gravidade para auxiliar a
movimentação das secreções no trato respiratório, direcionando-as para as
vias aéreas centrais onde poderão ser removidas através da tosse.
O uso do posicionamento para drenar secreções baseia-se na anatomia da
árvore brônquica e, considerando que há uma tendência em acumular muco nas
vias mais distais pelo próprio efeito gravitacional, a drenagem emprega o
posicionamento invertido com o objetivo de encaminhar a secreção para uma
porção mais superior da árvore brônquica.
Além de auxiliar a mobilizar as secreções, a drenagem postural também
promove a melhora da relação ventilação/perfusão. No adulto, tanto a
ventilação quanto a perfusão são distribuídas preferencialmente para as
partes dependentes do pulmão. Portanto, pacientes com doenças pulmonares
unilaterais podem obter melhoras de gasometria simplesmente com a adoção do
decúbito lateral com o pulmão não afetado dependente.
Para que a drenagem postural atinja seus objetivos é necessária uma adequada
hidratação das vias aéreas, pois em presença de uma secreção muito viscosa a
técnica não é tão efetiva.
Baseado em uma avaliação preliminar cuidadosa, a posição de drenagem deve
ser escolhida. Antes de posicionar o paciente, o procedimento deve ser
explicado. Além disso, é importante inspecionar possíveis aparelhos
conectados ao paciente e até mesmo ajustá-los para assegurar o seu
funcionamento durante a drenagem postural.
Uma contínua monitoração dos sinais vitais se faz necessária durante a
técnica, principalmente em relação à saturação de oxigênio, uma vez que o
posicionamento predispõe os pacientes à dessaturação arterial.
Existem controvérsias sobre o tempo de aplicação do método, mas muitos
autores defendem a permanência por 15 a 30 minutos em cada posição com o
limite de 60 minutos no total.
Sempre que aplicada, o terapeuta deve certificar-se que o paciente realizou
a última refeição a pelo menos uma e meia a duas horas antes do início da
técnica para evitar refluxo gastroesofágico. Fica contra-indicada a drenagem
postural em alguns casos: pós-operatórios imediatos, edema pulmonar,
insuficiência cardíaca congestiva, embolia pulmonar, hemoptise ativa,
cirurgia medular recente ou lesão medular aguda, pressão intracraniana maior
que 20mmHg, hemorragia ativa com instabilidade hemodinâmica, derrames
pleurais volumosos, infarto do miocárdio e sempre que o paciente referir
intolerância à posição.
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