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1.10 - Drenagem Autogênica (DA)
A drenagem autogênica visa maximizar o fluxo de ar nas vias aéreas para
melhorar a eliminação do muco e da ventilação pulmonar (David, 1991), sendo
uma combinação de controle respiratório com respiração a vários volumes
pulmonares.
Chevaillier desenvolveu esse conceito na Bélgica e descreveu a técnica em
três fases. A respiração em baixos volumes pulmonares é utilizada com o
intuito de mobilizar o muco periférico, constituindo desse modo, a primeira
fase ou a fase do "descolar". Já a segunda etapa, a de "coletar" o muco, é
obtida através de um período de respiração a volume corrente e, finalmente,
a fase do "eliminar" se faz pela respiração a volumes pulmonares mais altos
quando se promove a expectoração das secreções de vias aéreas centrais. A
tosse é desencorajada até que a última fase do ciclo se complete.
A drenagem autogênica foi modificada na Alemanha mediante alegação de
desconforto quando volumes baixos pulmonares são utilizados. Na drenagem
autogênica modificada (DAM) o paciente respira em volume corrente e realiza
uma apnéia de 2 a 3 segundos ao final de cada inspiração.
Quando analisada, a curva de fluxo-volume pode demonstrar um aumento no
fluxo aéreo e na sua duração, promovendo mobilização de maior quantidade de
muco em direção central por um período mais prolongado, durante a expiração.
A técnica deve ser ensinada ao paciente o que demanda tempo e persistência,
podendo a aprendizagem demorar de 10 a 20 horas. O paciente deve assumir a
posição sentada para a execução da técnica de maneira apropriada e as
sessões devem durar de 30 a 45 minutos.
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