5 - ASPIRAÇÃO
TRAQUEOBRÔNQUICA
É um procedimento invasivo bastante utilizado pela
fisioterapia respiratória em pacientes de unidade intensiva, sob ventilação
mecânica ou não, ou em pacientes que não conseguem expectorar
voluntariamente de forma a promover a limpeza das vias aéreas.
Está indicada em pacientes com confusão mental, traqueostomizados ou com
tubo endotraqueal, com fraqueza muscular respiratória, politraumatiozados,
entre outros.
Além de promover a retirada das secreções pulmonares, a aspiração pode
evitar ou reverter uma atelectasia, aumentar a capacidade residual funcional,
facilitar as trocas gasosas e melhorar a ventilação pulmonar.
Pode ser realizada através da boca (orotraqueal), nariz (nasotraqueal) ou
traqueóstomo (endotraqueal), sendo que as duas primeiras vias de acesso
causam maior desconforto ao paciente.
O fisioterapeuta deve tomar alguns cuidados como o de lavar bem as mãos
antes de realizar a técnica para evitar contaminações e usar luvas estéreis,
sendo que a mão que administra a sonda não deverá tocar em mais nada. A
sonda deve realizar movimentos circulares tanto em sua introdução quanto na
sua retirada com a finalidade de aspirar o máximo possível de secreção sem
lesar a parede das vias aéreas.
A montagem do campo de aspiração é o primeiro passo da técnica. Todos os
equipamentos necessários como água destilada, sonda, gase, luvas estéreis e
aparelhos para aspiração, oxímetro de pulso e cilindro de oxigênio devem
estar prontamente organizados.
Deve-se abrir a ponta do papel da sonda estéril e adaptá-la à conexão do
vácuo. Em seguida, a luva estéril deve ser vestida, sendo que a mão
dominante irá segurar a ponta da sonda enquanto que a outra retirará o papel
protetor. A mão não dominante ligará o vácuo e o teste do aparelho, com
introdução da sonda em um recipiente contendo água destilada deve ser
efetuado. É importante ressaltar que a mão que administra a sonda e a
introduz nas vias de acesso não deve tocar em mais nada. Os demais
procedimentos devem ser realizados com a mão não dominante como é o caso de
possíveis intervenções no paciente ou ainda ajustes no aspirador e
administração do oxigênio durante o procedimento da aspiração.
Antes de se introduzir o cateter, este deve ser pinçado para que as paredes
das vias aéreas não sejam sugadas.
Após introdução satisfatória ou início do reflexo da tosse, a sonda deve ser
liberada e a sua retirada inicia-se após alguns segundos.
Sempre que necessário, pode ser instilada água destilada nas vias aéreas
para promover maior fluidificação do muco e com isso, haverá uma facilidade
maior na remoção das secreções.
É importante ofertar oxigênio antes, durante e após o procedimento da
aspiração e uma constante monitoração da saturação de oxigênio deste
paciente deve ser efetuada no decorrer do processo.