|
















| |
1.11 - Técnica de
Expiração Forçada (TEF)
Desenvolvida por Pryor e Webber define-se como a combinação de uma ou duas
expirações forçadas ('huffs') de volume pulmonar médio a baixo e períodos de
controle diafragmático e relaxamento. O objetivo desse método é promover a
remoção de secreções brônquicas acumuladas com a menor alteração da pressão
pleural e menor probabilidade de colapso bronquiolar.
A glote deve manter-se aberta durante a técnica e, para isso, o paciente
deve emitir sons de "huff" durante a expiração. O "huff" é uma manobra
forçada e a sua duração ou a força de contração dos músculos expiratórios
podem ser moduladas para ampliar o fluxo expiratório e diminuir o risco de
colapso das vias aéreas.
Um "huff" de volume pulmonar médio é realizado a partir de uma respiração
média com a boca e a glote abertas e o ar deve ser expulso dos pulmões pela
ação dos músculos da parede torácica e os abdominais. Enquanto um "huff" de
baixo volume pulmonar move secreções periféricas, um "huff" de alto volume
remove muco localizado nas partes proximais das vias aéreas superiores.
Portanto, quando necessário, o "huff" deve ser longo o bastante para
descolar secreções mais distais, porém não deve se prolongar muito, o que
causaria uma tosse paroxística desnecessária, ou mais breve uma vez que as
secreções já atingiram as vias aéreas superiores.
A pausa entre um ou dois "huffs" é muito importante, pois previni um
possível aumento na obstrução do fluxo aéreo e sua duração varia de acordo
com as características físicas de cada paciente.
A TEF tem se mostrado bastante eficaz para a higiene brônquica de pacientes
com tendência ao colapso das vias aéreas durante a tosse normal, como é o
caso dos bronquiectásicos, enfisematosos e portadores de fibrose cística.
| |

|