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1.9 - Aceleração do Fluxo Expiratório (AFE)

Consiste em um movimento tóracoabdominal sincronizado, gerado pelas mãos do
fisioterapeuta sobre o tempo expiratório que se inicia após o platô
inspiratório sem ultrapassar os limites fisiológicos expiratórios do
paciente.
A técnica pode ser passiva, ativa-assistida com a colaboração parcial
através da realização da expiração com a glote aberta, ou ainda ativa com a
colaboração total do paciente para execução da técnica.
Uma das mãos do fisioterapeuta é colocada sobre o tórax e a outra sobre o
abdome, sendo necessário sensibilidade para pegar o ritmo da respiração e
aplicar a técnica no tempo exato. Pede-se ao paciente uma inspiração máxima
e uma expiração com velocidade superior a uma expiração normal, sendo que
quando atingido o platô inspiratório o terapeuta auxilia a aceleração do
fluxo pela aplicação da manobra. Com a mão torácica, exerce uma pressão
oblíqua de cima para baixo e de frente para trás e, ao mesmo tempo, com a
mão abdominal, efetua uma pressão também obliqua, mas em sentido oposto de
baixo para cima e de frente para trás.
Para deslocar pequenos volumes de secreção, a velocidade do fluxo
expiratório deve ser maior, enquanto que grandes volumes serão deslocados
com velocidade menos intensa.
É indicada em seqüelas pulmonares pós-cirúrgica e problemas respiratórios de
origem neurológica ou traumática, sempre que a secreção for um fator
agravante e mostrou gerar grandes benefícios para a higiene brônquica de
crianças sob ventilação mecânica.
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